quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Saúde tenta rastrear origem de “urina preta”

Vigilância Sanitária suspeita que peixe provocou a doença
Vigilância Sanitária suspeita que peixe provocou a doençaFoto: Rafael Furtado
Entre as estratégias para elucidar os dois casos suspeitos de “urina preta”, a doença de Haff, no Recife, está o rastreamento da origem do pescado consumido pelos doentes. O casal comprou um peixe da espécie Arabaiana, em uma peixaria no bairro do Cordeiro. Ontem, uma equipe da a Vigilância Sanitária do Recife (Visa) foi ao local, mas encontrou o estabelecimento fechado devido ao horário. A visita será repetida.
O estabelecimento já foi inspecionado pela Visa em 2017, estando, à época, adequado ao funcionamento. A Secretária de Saúde da Capital, em nota, informou que Centro de Informações Estratégicas e Vigilância em Saúde (Cievs) está ciente dos casos suspeitos relatados pelo Real Hospital Português (RHP).

A Vigilância Epidemiológica do Recife segue em alerta, acompanhando junto ao serviço particular informações a respeito da evolução do quadro clínico/epidemiológico da paciente que ainda se encontra internada. A Secretaria Estadual de Saúde (SES) realizará novos exames de amostras dos pacientes no Laboratório Central de Pernambuco (Lacen-PE). A SES também está em contato com o Ministério da Saúde (MS) para discussão do caso.
A gestora da Agência de Defesa e Fiscalização Agropecuária (Adagro), Erivânia Camelo, comentou que a investigação epidemiológica deve trazer algumas respostas, mas não todas. “É preciso saber de quem essa peixaria comprou o animal, quem foi o pescador. Porque esse peixe pode ter saído contaminado do mar, ou ter sido contaminado durante o processo na peixaria relacionado à má conservação, e por isso ter desenvolvido alguma toxina”, comentou. Ela destacou contudo, que normalmente, a contaminação do pescado acontece na manipulação, mas que não pode ser descartado que algum desequilíbrio ambiental na maré tenha provocado a intoxicação.

FOLHA PE

PORTAL BOM JARDIM
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