segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Político que desviou mais de R$ 100 milhões vive em prisão domiciliar de luxo

Fonte: UOL

Mais de um ano depois da homologação de um acordo de delação premiada que lhe tem garantido o direito de não passar nem um dia sequer na cadeia, o ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado vive como se estivesse numa prisão domiciliar de luxo.
Machado, ex-senador, que confessou ter desviado ao menos R$ 100 milhões para aliados políticos, atualmente passa a maior parte do tempo recluso em casa com piscina, quadra, extensos jardins no alto de uma colina com vista para o mar azul da Praia do Futuro.
A residência toma meio quarteirão no Bairro de Dunas, um dos mais nobres e caros de Fortaleza, onde também moram expoentes do mundo empresarial e político do Ceará como o ex-governador e senador Tasso Jereissati, presidente interino do PSDB e ex-aliado de Machado.
Machado não sofre qualquer restrição legal. Formalmente, é um homem livre. O acordo de delação negociado com a Procuradoria-Geral da República (PGR) e homologado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) tem uma cláusula que lhe facultava a opção de cumprir antecipadamente a pena, já que os processos referentes à Transpetro ainda não foram julgados. Recentemente, a eficácia do acordo foi questionada pela Polícia Federal.

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Alegando razões de "foro íntimo", Machado optou por não antecipar a pena. Aos raros interlocutores, o ex-presidente da Transpetro diz estar se sentindo ameaçado porque acusou "políticos profissionais dispostos a qualquer coisa para se salvar". A um amigo, o ex-senador, que tem 70 anos, afirmou que está preparado "para passar o resto" dos seus dias "por conta desta luta". Quando comenta sua situação, reclama que "é como se a prisão domiciliar já tivesse começado".
PORTAL BOM JARDIM
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