quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Polícia encontra corpo de vendedora assassinada na Baía de Guanabara; marido foi preso

Segundo marido, vendedora saiu de casa de madrugada
Segundo marido, vendedora saiu de casa de madrugada Foto: Reprodução
O corpo da vendedora de salgados Valdina de Souza Araújo, de 44 anos, foi encontrado por pescadores na Praia do Caju, na Zona Norte do Rio, na manhã desta segunda-feira. A mulher, moradora do Complexo da Maré, estava desaparecida há uma semana. De acordo com o inquérito da Delegacia de Descoberta de Paradeiros (DDPA), Valdina foi morta pelo marido, o taxista Eduardo Martim da Silva, de 53 anos, que foi preso na última sexta-feira. Segundo a delegada Elen Souto, titular da DDPA, o corpo estava em avançado grau de decomposição e foi identificado pela impressão digital.
— O corpo estava no mar, foi encontrado uma semana depois do desaparecimento. Estamos investigando se o Eduardo usou o táxi que usava para trabalhar para levar o corpo até a Baía de Guanabara — afirmou Elen.
Na casa onde moravam Eduardo e Valdina, agentes da DDPA encontraram um baby doll com marcas de sangue e manchas vermelhas nas paredes, colchões e panos pela casa. Em depoimento, Eduardo afirmou que o sangue era da menstruação da mulher e disse que Valdina havia saído de casa na madrugada de segunda-feira, após receber uma mensagem pelo celular. Após o crime, Eduardo teve que fugir da favela, já que estava sendo ameaçado por traficantes. Ele foi preso em Campo Grande, na Zona Oeste, na casa de uma irmã.
O EXTRA teve acesso a depoimentos de cinco testemunhas que foram à delegacia. Todas elas relatam agressões de Eduardo a Val. Num dos depoimentos, uma das testemunhas afirma que Eduardo “costumava checar todas as mensagens recebidas por Val em seu celular, além de controlar seus passos o dia inteiro” e que “não permitia que Val fosse à academia nem que tivesse amigos ou amigas”.
Outra testemunha afirmou que já ouviu Eduardo dizer a frase: “Um dia minha paciência ainda acaba com essa mulher”. Nesse depoimento, o parente de Val ainda afirma ter ouvido, na noite do desaparecimento, a porta da casa da mulher ter sido aberta várias vezes.
Num outro relato, a testemunha afirma que já presenciou diversas agressões físicas de Eduardo a Val. Numa delas, ela teria visto Eduardo apertar com força o pescoço da mulher e, por isso, teve de intervir. Também em depoimento, um morador da Maré afirma que no dia do crime Eduardo havia consumido bebidas alcoólicas e drogas e que, depois do crime, ele teria falado a amigos: “Desde 1h ela saiu e não voltou mais. Agora é só tomar uma cerveja para relaxar”.
Val tinha uma barraquinha onde vendia salgados no Leblon, na Zona Sul, e era uma moradora muito querida no Complexo da Maré. O táxi de Eduardo já foi apreendido e periciado.

EXTRA
PORTAL BOM JARDIM
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