sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Polícia diz que versão de viúvo sobre assalto é 'bastante estranha'


Marido da gestante assassinada dentro do carro, o empresário Horácio Neto, de 35 anos, foi a única testemunha que participou da reconstituição do crime nesta quinta-feira (3), em Ivolândia, na região central de Goiás. Segundo a Polícia Civil, ele reafirmou a versão dada anteriormente, de que Vanessa Camargo, de 28 anos, foi baleada por um assaltante.
“A reconstituição foi para confirmar a veracidade das informações dele. Ele colaborou com os trabalhos da Polícia Técnico-Científica e demonstrou a todo tempo a versão que ele apresenta de como se deu o crime”, explicou o delegado responsável pelo caso, Ramon Queiroz Rodrigues Silva.
A reconstituição começou às 5h30 e terminou mais de 5 horas depois, às 11h. A previsão é de que o laudo fique pronto em 10 dias.
O crime ocorreu na última segunda-feira (31). Além do casal, estava no automóvel o filho deles, de 2 anos. A família, que mora em Iporá, também na região central do estado, seguia para Goiânia por motivo de trabalho.
Para a polícia, Horácio disse que trafegava pela GO-060 quando foi abordado por dois homens armados em uma moto, cerca de 15 km depois de Iporá. O empresário parou, e um dos criminosos assumiu a direção do carro. O assaltante pegou o sentido contrário da via, sendo seguido pelo comparsa dele.
Questionamentos
O caso, segundo Queiroz, é considerado "um mistério". Ele afirma não há provas testemunhais a não ser o relato do próprio marido. O depoimento dele, inclusive, conta com alguns pontos considerados incomuns neste tipo de crime. "Perguntamos várias vezes se foi levado algo de valor e ele disse que não, que simplesmente os criminosos apontaram a arma para ele na rodovia, e ele abriu a porta para o assaltante pegar a direção. Mas em nenhum momento foi pedido algum bem ou valor em dinheiro", explica.
Outro detalhe que chamou a atenção da polícia foi o fato de o criminoso assumir a direção do veículo. "Causa estranheza. Em um assalto, o assaltante pede para alguém dirigir e vira passageiro e não dirigir com uma mão e segurar a arma com a outra", pontua.    
Vanessa estava com a família no carro quanto foi assassinada (Foto: Reprodução/ TV Anhanguera)

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