domingo, 30 de julho de 2017

Novo currículo nas escolas só deve ser implantado em 2019

Fonte: JC Online
O futuro escolar de 41 milhões de brasileiros que estão na educação básica em colégios públicos e privados – na educação infantil, ensino fundamental e ensino médio – foi discutido ontem durante audiência pública sobre a Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Realizado no Centro de Convenções, em Olinda, o encontro serviu para que membros do Conselho Nacional de Educação (CNE) ouvissem críticas e sugestões ao documento que vai nortear a definição de currículos, pelos Estados e municípios. A estimativa é de que somente em 2019 alunos, professores e escolas implementem de fato essas mudanças.
“A BNCC define o que os estudantes têm que aprender em cada etapa da educação básica, aquilo que é essencial. É onde terão que chegar. O currículo é o caminho para chegar a isso. Caberá a cada sistema de ensino se adaptar à base, considerando suas metodologias, processos e regionalidades”, explica o secretário nacional de Educação Básica do Ministério da Educação (MEC), Rossieli Soares. O texto da BNCC foi entregue pelo MEC ao CNE em abril e refere-se à educação infantil e ensino fundamental. O ensino médio terá um documento separado.
A tarefa do Conselho Nacional é avaliar a proposta do MEC e dar um parecer, o que deve ocorrer até o final deste ano, segundo o presidente da Comissão Bicameral da BNCC no CNE, Cesar Callegari. A audiência de Olinda foi a segunda realizada no País. Foi programada uma por região. Já houve em Manaus, no começo do mês. Faltam ainda Florianópolis, São Paulo e Brasília.
“O Brasil é um país com muitos pontos de vista. A BNCC é sempre uma escolha. No CNE pretendemos fazer a escolha o mais representativa possível dessa diversidade da educação brasileira”, destaca Callegari. Na sua opinião, um dos temas controversos no debate é a série que a criança deve estar totalmente alfabetizada. Atualmente o Pacto Nacional de Alfabetização na Idade Certa (Pnaic) prevê que seja até o 3º ano do ensino fundamental. No texto da BNCC apresentado pelo MEC passa a ser o 2º ano.
COMENTÁRIOS
A presidente do Conselho Regional de Educação Física, regional Pernambuco, Nadja Harrop, reforçou a necessidade de garantir que as aulas de educação física na educação infantil e nos anos iniciais do ensino fundamental sejam ministradas por professores da disciplina e não por docentes polivalentes. O presidente da Associação Nacional de Educação Católica, Anderson Douglas, defendeu a inclusão do ensino religioso na base curricular.
O professor Leônidas Marques, da Associação dos Geólogos Brasileiros, disse que o texto da BNCC não contemplou bem o ensino da geografia e criticou ausência de democracia no processo de construção da base. A secretária-executiva de Desenvolvimento da Educação de Pernambuco, Ana Selva, mostrou preocupação quanto à implementação da BNCC. O professor de espanhol Gildeone Araújo destacou a importância do ensino espanhol e não apenas do inglês.
PORTAL BOM JARDIM
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