terça-feira, 4 de julho de 2017

Mãe manda filhas matarem namorada de seu ex-companheiro em Itamaracá

Por TV Jornal / com informações do JC Online
Investigações apontam que, apesar de estar separada há cerca de quatro meses, mulher continuava se encontrando com o homem
Investigações apontam que, apesar de estar separada há cerca de quatro meses, mulher continuava se encontrando com o homem
Reprodução/TV Jornal
A Polícia Civil de Pernambuco prendeu uma mulher que mandou as duas filhas adolescentes matar a nova namorada do ex-companheiro em Itamaracá, no Litoral Norte do Estado. De acordo com os investigadores, a suspeita, ordenou que as filhas, uma de 15 e outra de apenas 12 anos, esfaqueassem a vítima, uma professora, no último dia 10 de junho. As adolescentes foram apreendidas e internadas na Fundação de Atendimento Socioeducativo (Funase).
As investigações apontam que, apesar de estar separada há cerca de quatro meses do homem, a suspeita continuava se encontrando com o homem que já havia começado um novo relacionamento com Nazaré. Ao saber da traição, a professora foi até a casa da ex-companheira onde os dois estavam juntos e onde o crime aconteceu. De acordo com testemunhas ouvidas pela Polícia, as duas filhas da suspeita chegaram e receberam a ordem de matar a vítima. "Os vizinhos pensavam que a confusão ia ficar na discussão verbal, mas as meninas estavam com facas e a mãe mandou que elas matassem Nazaré", explicou o delegado Victor Leite, que investigou o caso.
Segundo o delegado, a suspeita nega que tenha mandado matar a professora e afirma que não sabia da intenção das filhas de esfaquear a vítima. Ao serem ouvidas, as adolescentes afirmam que executaram Nazaré "por impulso". Victor Leite afirma que as provas indicam que o crime não foi premeditado.
Victor Leite falou sobre a relação entre a suspeita e o homem, que estavam separados há quatro meses. "Eles continuavam se encontrando, mas a suspeita disse que era vítima do ex-companheiro, que ele teria prendido ela naquela casa. Ela afirma que registrou ocorrência para investigar um suposto estupro que teria sido cometido por ele contra as filhas dela e outra de lesão corporal". "Ela tinha uma medida protetiva contra ele, mas não soube explicar como, mesmo assim, continuava se encontrando com ele", analisou.
Segundo o delegado, o homem não é investigado. "Ele foi ouvido, mas até o momento está como testemunha dos fatos. caso haja algum indicio podemos recomeçar as investigações para saber se ele teve envolvimento no crime". As duas adolescentes vão responder por ato infracional equiparado a homicídio qualificado pelo motivo fútil e por meio cruel. A mãe delas, foi recolhida à Colônia Penal Feminina do Bom Pastor e responderá por participação no homicídio.

PORTAL BOM JARDIM
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