quarta-feira, 12 de julho de 2017

Estudantes de arquitetura e moradores erguem praça na Torre

Praça na Vila Santa Luzia
Praça na Vila Santa LuziaFoto: divulgação
Uma iniciativa dos estudantes de arquitetura da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), por meio do coletivo Massapê e com a ajuda de moradores, está mudando a realidade da comunidade da Vila Santa Luzia, no bairro da Torre, na Zona Oeste do Recife.
Passado mais de 30 anos à espera de uma praça pública que não vem, o grupo, juntamente com os moradores do bairro, resolveram intervir. Estão construindo uma área de lazer nos mais de 200 metros de extensão de terra batida localizados no pulmão da comunidade que oficialmente se chama Praça Gregório Bezerra.
O trabalho está em fase inicial, mas já conta com um jardim exclusivo para flores, árvores, cestos de lixo com material reciclável e passarela. Com poucos utensílios, baixo custo e muito empenho e carinho, aos poucos o espaço está se modificando em meio às edificações da região.
O que chama a atenção para a iniciativa, no entanto, é a participação popular, sobretudo, das crianças do bairro. Desde que o coletivo resolveu fincar o pé na comunidade e decidiu intervir, não faltou adesão. “Sentimos a movimentação dos moradores, que olhavam e começaram a chegar junto. De repente, também vimos as crianças chegando junto”, diz o estudante Lucas Izidório Medeiros da Silva, um dos representantes do movimento Massapê.
Segundo Lucas, a ideia, com a iniciativa no bairro, é levar para os moradores a concepção de pertencimento e romper com as paredes da Universidade, colocando em prática os ensinamentos. “Pensamos em mostrar o potencial que eles (moradores) têm. Gerar um disparo no conceito de comunidade para que eles tenham o sentimento de pertencimento”, explica. O coletivo foi fundado em novembro do ano passado após greve da UFPE. Nele, participam dez estudantes de arquitetura entre o 4º e o 6º período do curso.
Na Vila Santa Luzia, os estudantes ainda estão com o projeto de cinema, no qual uma vez por mês um projetor é colocado para exibição de filmes. Como toda sessão, a pipoca é sempre bem-vinda. Dessa forma, cabe aos populares os petiscos. A mobilização, em breve, levará a comunidade a ter uma horta coletiva.


Orçamento

Em meio ao improviso, a área consta como praça oficialmente. No entanto nunca recebeu intervenção dos órgãos públicos. O espaço até ganhou o Orçamento Participativo (OP) de 2002, mas até hoje não saiu do papel.

FOLHA PE
PORTAL BOM JARDIM
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