sexta-feira, 23 de junho de 2017

Igreja Anglicana admite ter ocultado abuso de jovens

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Um líder da Igreja Anglicana disse nesta quinta (22) que a instituição ocultou evidências do abuso de jovens praticado por um de seus bispos por duas décadas.
A declaração de Justin Welby, arcebispo da Cantuária, foi feita após uma investigação independente criticar a igreja devido a sua atuação no caso do bispo Peter Ball, que teria sido encoberto.
A liderança da Cantuária é o cargo mais alto na Igreja Anglicana abaixo do monarca britânico. Welby classificou a leitura do relatório, com o título "Um Abuso da Fé", como algo "angustiante".
"A igreja conspirou e escondeu, em vez de tentar ajudar aqueles que foram corajosos o bastante para fazer as denúncias", ele afirmou.
"Esse é um comportamento indesculpável e chocante", disse, insistindo em que o caso não é atual e, portanto, não significa que a instituição mantenha as práticas.
Horas após suas declarações, foi revelado também que Welby escreveu a seu antecessor no cargo, George Carey, pedindo que deixasse o posto de assistente honorário devido às acusações.

George Carey foi acusado de ter recebido sete cartas após a detenção de Ball em 1992, das quais repassou apenas uma à polícia. Seu comportamento foi descrito como uma tentativa deliberada de esconder o caso.
Carey também comentou o relatório desta quinta, afirmando que o texto lhe causou desconforto. "Peço desculpas às vítimas. Acreditei nele e dei pouco crédito aos homens e garotos vulneráveis por trás das acusações."
Caso
O bispo Peter Ball, hoje aos 85 anos, admitiu ter abusado de 18 jovens vulneráveis, cujas idades variavam de 17 a 25 anos, entre 1977 e 1992.
Eles lhe haviam procurado pedindo conselho espiritual e foram convencidos de que a prática sexual era uma outra forma de adoração. Uma das vítimas de Ball, Neil Todd, suicidou-se em 2012.
Ball escapou dessas acusações em 1993, ao renunciar de seu posto em Gloucester, um processo no qual supostamente teve o apoio de figuras de alto escalão na igreja.
Outra investigação foi iniciada em 2012, pela qual ele foi preso em outubro de 2015. Em fevereiro passado, Ball foi libertado após cumprir 16 meses, a metade da pena.
O duro relatório condenando a instituição foi encomendado pelo próprio Welby. O texto diz que a igreja tratou Ball como vítima, em vez de perpetrador, ao passo que ofereceu pouca compaixão às vítimas.

FOLHA PE
PORTAL BOM JARDIM
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