terça-feira, 30 de maio de 2017

No Sertão, chuvas não foram fortes

Chuvas em Ribeirão, na Mata Sul
Chuvas em Ribeirão, na Mata SulFoto: Divulgação WhatsApp
Se na Mata Sul e no Agreste do Estado as chuvas chegaram com força nos últimos dias, no Sertão, elas mal apareceram. De acordo com a Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac), as partes norte e central da região até registraram alguma precipitação, mas em índices considerados insuficientes para aliviar os efeitos de seis anos consecutivos de seca.
Arcoverde e Ibirimim, por exemplo, tiveram apenas 0,2 milímetro de chuva registrados nas últimas 24 horas. Em Arcoverde, esse quantitativo chegou a 0,6 mm. Para comparação, Caruaru, no Agreste, teve 151 mm de chuva entre sexta (26) e sábado (27). Precipitações costumam ser consideradas de nível moderado a forte a partir de 30 mm.
“Os dados são parciais, mas, pelo que observamos, houve poucas chuvas no Sertão. Nas áreas que fazem divisa com o rio São Francisco, nem houve. Por outro lado, é coerente que, nesta época do ano, os valores de precipitações sejam baixos na região”, afirma o meteorologista Fabiano Prestrelo, da Apac.
O pesquisador explica que, no Sertão, o período chuvoso se concentra entre janeiro e março e conta com a ação de fenômenos que se deslocam do oeste. Já o que está provocando as chuvas mais recentes no Agreste e na Zona da Mata veio do oceano, no sentido leste-oeste, e dificilmente chega aos pontos mais distantes do litoral.
“Essas chuvas registradas lá nas últimas 24 horas estão longe de representar qualquer alento no Sertão. E o período chuvoso na região também teve índices abaixo da média no início deste ano”, completa Pretrelo.

http://www.folhape.com.br/noticias/noticias/chuvas/2017/05/29/NWS,29276,70,648,NOTICIAS,2190-NO-SERTAO-CHUVAS-NAO-FORAM-FORTES.aspx
PORTAL BOM JARDIM
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