sexta-feira, 12 de maio de 2017

Brasil ganha 1º ecomercado onde se troca lixo por comida

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Reprodução/Facebook Estão disponíveis nas prateleiras, artigos como frutas, grãos, legumes e verduras Reprodução/Facebook
Há pouco mais de um mês, o município de Marechal Thaumaturgo, localizado na Floresta Amazônica, no Acre, ganhou 1º supermercado brasileiro onde é possível trocar o seu lixo por comida. O estabelecimento "TrocTroc" oferece aos seus cliente a possibilidade de trocar detritos plásticos e latas de alumínio por alimentos e artesanatos cultivados localmente. O primeiro ecomercado indígena do Brasil é uma parceria da Fundação House of Indians e a Tribo Ashaninka do Rio Amônia, no Vale do Juruá.
A iniciativa é de Marcelo Valadão, presidente da House of Indians Foundation, entidade internacional que luta pelo respeito e preservação da cultura indígena. Para ele, além de fomentar a economia local e valorizar seus costumes de troca, o supermercado é uma resposta ao execesso de detritos jogados na região, poluindo principalmente a margem do Rio Amônia. O projeto é supervisionado localmente pelos próprios índios da Tribo Ashaninka.
No mercado, cada quilo de material reciclável vale R$ 0,50 em compras. Em caso do cliente trazer os resíduos já limpos e amassados, facilitando sua reciclagem, o valor do bônus tem acréscimo de 20%. Estão disponíveis nas prateleiras, artigos como frutas, grãos, legumes e verduras. Todos os alimentos são produzidos localmente, com o intuito de valorizar os produtores rurais da região.
O ecomercado garante a transferência das matérias-primas recolhidas para o centro de reciclagem situado na cidade de Rio Branco, 560 quilômetros de Marechal Thaumaturgo. "A ambição é de realizar um projeto piloto que possa ser um modelo para empresas vizinhas que desejam inspiração", conforme informações do Fundação House of Indians.
Benki Pyãko, líder ashaninka, diz que a iniciativa visa também desenvolver a consciência da população sobre o valor ecológico da reciclagem. "Hoje as nossas águas estão sendo poluídas e nossas florestas destruídas. Queremos reativar novamente a mente das pessoas para que assim possamos viver o que a natureza nos oferece no dia a dia", ressaltou.
O idealizador do projeto, Marcelo Valadão, presidente da fundação House of Indians garante suporte logístico para que o projeto piloto possa incentivar outras iniciativas parecidas no país. Valadão comenta em apenas um mês de funcionamento já foi arrecadado mais de 5 mil toneladas. "A ideia do mercado veio para resolver um probleama social e ambiental", declarou.
A expectativa é de que ainda este ano um restaurante seja aberto nos mesmos moldes. "Já adquirimos um espaço de mil metros quadrados e estamos aguardando financiamento privado. A ideia é que utilizemos as sobras do mercado para preparar as comidas", explicou.
Os idealizadores do projeto pretendem arrecadas por meio de doações o total de 55 mil doláres para garantir o funcionamento e a infraestrutura aos produtores locais. Uma página do ecomercado no Facebook também foi criada para divulgar o projeto e atrair mais atenção da população global para a questão da reciclagem.
PORTAL BOM JARDIM
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