quarta-feira, 12 de abril de 2017

Juiz determina que 30% dos ônibus da Rodoviária Caxangá circulem

Os desligamentos, segundo os operadores, têm relação com a nova política de embarque exclusivo com o VEM
Os desligamentos, segundo os operadores, têm relação com a nova política de embarque exclusivo com o VEMFoto: Arthur Mota
Cerca de 240 mil passageiros que dependem de 54 linhas operadas pela Rodoviária Caxangá podem ficar sem condução por mais um dia nesta terça-feira (11). Na segunda (10), pela manhã, o protesto dos operadores nos terminais integrados (TI) de Afogados, na Zona Oeste do Recife, e de Xambá, em Olinda, causou filas com centenas de pessoas à espera do transporte.

A situação foi amenizada somente à noite, quando veículos de outras empresas foram deslocados para suprir a demanda de algumas das linhas desassistidas. A paralisação de funcionários da empresa foi em protesto à demissão de 77 pessoas nos últimos dias, entre elas, 30 cobradores.

A Rodoviária Caxangá acionou a Justiça do Trabalho e obteve uma determinação judicial o mínimo de 30% do efetivo fosse mantido. Apesar disso, a ordem judicial não foi cumprida ao longo da tarde. Em nota, a Rodoviária Caxangá informou que nenhum cobrador foi demitido em função das alterações na operação das linhas. Já o Urbana-PE disse que os cobradores retirados dos ônibus que só aceitam o VEM “foram capacitados e aproveitados em outras funções ou realocados para outras linhas”.

Até a publicação deste texto, o Sindicato dos Rodoviários não confirmou se os serviços seriam regularizados na terça. Os desligamentos, segundo os operadores, têm relação com a nova política de embarque exclusivo com o Vale Eletrônico Metropolitano (VEM), que já vigora em 32 das 394 linhas de ônibus do Grande Recife. Com a obrigatoriedade do uso do bilhete eletrônico, não tem sido mais aceito o pagamento da tarifa em dinheiro, e os cobradores vêm sendo retirados desses itinerários. O sindicato que representa as empresas nega.

No início da noite de segunda, no TI de Afogados, a quantidade de pessoas era bem inferior aos dias normais. Segundo os próprios passageiros que faziam a integração do metrô, muita gente teria buscado outras alternativas para voltar para casa. A essa altura o transtorno já havia sido minimizado.

 Além da empresa Globo, que divide a linha PE-15/Afogados com a Caxangá, foram disponibilizados ônibus das companhias Rodotur e a Cidade Alta visando suprir a demanda. Durante o período em que a reportagem esteve no local o tempo de espera não chegou a causar filas enormes nem tumulto.
O protesto teve início por volta das 3h30, quando dezenas de funcionários impediram a saída dos ônibus da garagem da Caxangá, no bairro de Peixinhos, em Olinda. A empresa tem cerca de 1.900 funcionários e é responsável por 3.580 viagens em dias úteis. Nas ruas, os passageiros sofreram os efeitos da paralisação. “Não tinha nem motorista nem cobrador”, relatou Anne Danielle Teixeira, 39 anos, que mora em Jardim Brasil, Olinda.

Já a auxiliar de lavanderia Cleide Maria dos Santos, 60, moradora do Alto do Pascoal, que normalmente utiliza a linha Alto Santa Terezinha/Joana Bezerra (também da Caxangá), na Estação Joana Bezerra, também teve que ir para o TI Afogados. Não para apanhar um ônibus, mas para pegar uma carona. “Trabalho no Hospital Otávio de Freitas, no Sancho. Até agora (ontem à noite) estou esperando carona para ir para casa”.
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