quarta-feira, 12 de abril de 2017

Ex-prefeito de Belém de Maria e outros envolvidos são ouvidos pela justiça

Fonte:G1


Foi realizada na manhã desta terça-feira (11) em Belém de Maria, na Mata Sul de Pernambuco, uma audiência de acareação com todos os envolvidos na 'Operação Pulverização'.Nessa audiência, os envolvidos foram ouvidos e apresentarão as defesas, assim como as acusações a outros envolvidos no esquema de corrupção na prefeitura. A audiência aconteceu no fórum Guilhermino de Souza Melo.
A operação foi deflagrada em novembro de 2015, resultado de uma ação do Ministério Público e da Polícia Civil que investiga suspeitos de criar empresas fantasmas, lavar dinheiro e fraudar licitações.Após a investigação, 18 pessoas foram presas, entre elas o prefeito de Belém de Maria, Valdecir José da Silva, conhecido como 'Tio Correia', que se entregou à polícia em agosto de 2016 no Recife. Ele é suspeito de chefiar um grupo criminoso responsável por desviar R$ 100 milhões da prefeitura do município.
'Operação Pulverização'
Durante as ações, foram expedidos 13 mandados de prisão. Cinco vereadores e um funcionário da prefeitura de Belém de Maria foram presos durante a segunda fase da Operação Pulverização. Foram presos o presidente da Câmara de Vereadores, José Jairo Leonildo de Brito, e os parlamentares Jailson José da Silva, Josival Carlos dos Santos, Antônio José da Silva e Carlos José Soares - segundo a Polícia Civil informou à época.
O procurador e coordenador do Gaeco - vinculado ao MPPE -, Ricardo Lapenda Figueiroa, explicou que as investigações começaram com a promotoria de Palmares na Mata Sul. "No primeiro momento foram descobertas algumas empresas fantasmas. Foram quebrados sigilos fiscais e na análise inicial havia o desvio de R$ 3 milhões. [...] O valor já passa dos R$ 9 milhões".
O promotor de Justiça Frederico Magalhães, que investigou o  grupo criminoso liderado por Valdecir José desde novembro de 2015, informou que o gestor do município foi levado esta preso no  Centro de Triagem e Observação Criminológica Professor Everaldo Luna (Cotel), em Abreu e Lima. "A organização criminosa só existia em função e por causa dele [prefeito]. Todo o esquema não seria possível sem ele", destacou o promotor.
PORTAL BOM JARDIM
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