terça-feira, 4 de abril de 2017

Cidade do México cria 'banco com pênis' nos vagões do metrô

Cadeira de pênis foi instalado no metrô da Cidade do México em campanha contra o assédio sexual / Foto: Reprodução
Cadeira de pênis foi instalado no metrô da Cidade do México em campanha contra o assédio sexual
Foto: Reprodução
JC Online

O novo banco instalado no metrô da Cidade do México causou desconforto entre os passageiros, e essa era exatamente a intenção. Os assentos foram desenhados com barriga, peitoral masculinos e um pênis, para chamar a atenção para o assédio sexual sofrido por mulheres dentro do transporte público. A campanha #NoEsDeHombres (não é de homens, tradução livre em espanhol) gerou controvérsias no País.
Para uns, a iniciativa é uma ferramenta importante para combater o assédio sexual; para outros, a campanha é 'sexista e injusta com os homens'. Um aviso sinaliza se tratar de um banco exclusivo para homens: "É desconfortável sentar aqui, mas isso não se compara à violência sexual a que mulheres estão sujeitas em suas viagens diárias".

 Histórico

O metrô do México é considerado como um dos piores do mundo quanto às condições a que suas passageiras são submetidas.Um levantamento da empresa YouGov, realizado em 2014, sobre assédio no transporte público em todo o mundo, apontou o metrô da Cidade do México como o pior em termos de assédio físico e verbal.
Ao longo dos anos, o governo local já experimentou diversos tipos de métodos para combater esse tipo de caso. Um deles foi a criação de vagões e ônibus exclusivos para mulheres. No ano passado, o prefeito da cidade gerou polêmica ao propor uma nova estratégia, a de distribuir apitos que seriam usados por mulheres toda vez que se sentissem ameaçadas.
No ano passado, o prefeito da cidade gerou uma polência ao sugerir a distribuição de apitos que seriam utilizados por mulheres toda vez que se sentissem ameaçadas. Coletivos feministas e críticos afirmaram que a medida não solucionava o problema em sua origem: "Se gritar não resolve, como isso (o apito) vai resolver?", escreveu, na ocasião, a jornalista Andrea Noel no Twitter.
PORTAL BOM JARDIM
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